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2006-10-30

Duas ingratas (Marcos Vicente)

Título da música: Duas ingratas

Duas ingratas usou meu corpo quanto quis
Minha mocidade, minha saúde, meu trabalho
Quando a palavra fisgou minha alma por se cumprir
A profecia escrita que deixou-me feliz
Elas jogaram meu corpo no abismo pra eu morrer

Uma estrela caiu do céu e o poço se abriu
Com a chave da palavra que no Brás se cumpriu
Vivo por dentro e morto por fora, uma imagem sou agora
Quem vê me adora, pois sou um homem forte agora

Depois que tanto trabalhei fiquei sendo um estorvo
Na vida da esposa ingrata e da amante errante
Não mais pude acompanhá-las em seus passeios
Nas boates e nas festas de rodeios onde me distraía
Bebendo vinho com minhas duas Marias

A chave recebi do céu e o poço se abriu
Com a visão de Daniel que na Babilônia se cumpriu
Quem vê me adora, pois estou vivo por dentro e morto por fora
Num forte homem e numa imagem me tornei agora

Machuquei minha mão para sustentar a meretriz
Perdi a mocidade, a saúde, inválido fiquei
Pra construir um lar com a esposa ingrata que na sarjeta me lançou
Fiquei sem luz, sem água, sofri dor e padeci
Perdi tudo que tinha por causa da meretriz

Morto por fora e vivo por dentro pra ela sou um tormento
Como fumaça subi do poço e me espalhei com o vento
Quem cruza comigo me adora, pois fiquei vivo por dentro e morto por fora
Quem não adora não ignora, pois sou um homem forte agora.

31/07/2002
Marcos Vicente Picão

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