Vamos Ler - Leitura e publicação gratuita de poesias
Veja também: Explorando e Aprendendo | RapiDicas | Sou Balada

2006-09-26

Pedinte de amor (Marcos Vicente)

Pedinte de amor

Sou pobre esfarrapado
Mendigo abandonado
Um trapo jogado
Pedinte de amor

Elas jogaram sujo
No jogo do amor
Tiraram minha amada
Levaram minha flor

Mendigo me tornei
Pedinte de amor
Aqui na tua porta
Cantando eu estou

A noite está gelada
O frio me circundou
Me de uma esmola
Sejas meu cobertor

Elas jogaram sujo
Mendigo me tornei
Jogado na rua
Na tua porta parei

És loira dourada
Coberta de escuro
És minha viúva amada
Meu amor santo e puro

Teus olhos é o dela
Teu rosto também
Teu corpo é igual
Sejas o meu bem

Irene é o nome dela
Da outra também
As duas foram minhas
E quero tu também

Os teus cabelos pretos
Me lembra minha loira
Pois quando eu a possuía
Cabelos pretos via

Sou o teu marido
O teu amado esposo
Sou o sacerdote
No reino glorioso

Teus lábios são os dela
Te amo quero ouvir
É assim que ela falava
Quando nos braços estava

Me de um copo d'água
Um gole de café
Me sirva uma janta
Sejas minha mulher

No teu ovário santo
Eu quero fecundar
A minha esperança
O meu eterno lar

Irene querida
Esposa amada minha
Volte ao teu lar
Sem mim irás chorar

Irene querida
Não dá pra se esconder
Você foi minha amante
Sem mim não irá viver

Tu que jogou sujo
Por muito me querer
Melhor é vir também
Sem mim irás sofrer

Tu que estás ouvindo
Não ligue pro meu jeito
Só fiz a serenata
Por ter dor no peito

Elas jogaram sujo
No jogo do amor
Tiraram minha amada
Levaram minha flor

Sou o teu marido
Teu amado esposo
Sou o sacerdote
No reino glorioso

Chores, chores, chores
Por mim podem chorar
Na rua que eu mendigo
Tem portas pra eu cantar.


Marcos Vicente Picão
11/9/2006

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publique gratuitamente seus textos nesse site! Saiba mais.

Últimas Dicas do Explorando e Aprendendo

Música eletrônica de graça no www.soubalada.com